DUDU DA MERCEARIA– (Adaptação do artigo escrito por Dr. Gláucio Tavares) – A Mercearia de Dudu era um ponto de socialização do interior e da cidade. Era também como uma representação diplomática da zona rural na cidade, em que muitas vezes alguém da zona rural deixava encomendas para outrem residente da urbe receber e vice-versa. Para se chegar a cidade de Ceará-Mirim ou para voltar ao interior era preciso cumprir uma etapa incontornável: passar no entreposto diplomático: a Bodega de Dudu, nem que fosse tão somente para beber água contida numa caixa de Brasilit, atada em cima de um balcão, que se aliava a um copo de alumínio fixado por uma corrente no desiderato de abeberar os sedentos. Cabia, entreato, matar a sede pelos auspícios de uma garrafa de refresco, ou ainda, para tantos e tantos, tomar um copo cheio de cachaça, conhaque, vinho ou uma cervejinha gelada. Outra particularidade da Mercearia de Dudu era a venda de objetos da cultura africana: amuletos, velas, banhos e defumadores, cujos compradores saíam com embalagens estrategicamente camufladas para não se revelar a secreta aquisição.

Eu lembro muito comprei muita coisa na bodega de Dudu
ResponderExcluirAgradeço a lembrança do meu tio. Foi uma figura singular, um homem que nutria causos.
ResponderExcluirEm tempo::Sou Francisco Martins, escritor e poeta
ResponderExcluirTenho muitas histórias e "estórias" sobre a bodega e Dudu. Dá pra escrever um livro.
ResponderExcluirLembro muito ,a minha infância toda ,frequentava a Lanchonete de Benigna irmã de Dudu ,minha Mãe era amiga da esposa de Dudu e das irmãs dele ,morávamos na mesma rua .Até hoje tenho minha casa lá na rua .
ResponderExcluirInfelizmente teve um incêndio
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